Portabilidade.

Depois de mais de treze anos de pesquisa e de muito trabalho
conseguimos um equipamento que é uma verdadeira revolução.

robertoumbu@gmail.com


Design da terra



A mistura é simples: 95% de terra e 5% de cimento. Vem daí o nome do tijolo de solo-cimento, que ganhou destaque com a maior procura por materiais ecológicos, embora usado no Brasil há décadas


Giuliana Capello
Revista Arquitetura & Construção -2009

Sua fabricação não envolve queima de energia (ao contrário do tijolo cerâmico comum), já que as peças são compactadas a frio numa prensa que garante prumos perfeitos. O desenho inteligente, com pequenos encaixes e furos centralizados, permite assentá-las com o mínimo de argamassa e embutir a tubulação hidráulica e elétrica, gerando menos entulho. Além disso, contribui para o desempenho térmico das paredes, porque os vãos formam uma barreira natural ao calor ou frio intensos. Outra vantagem do bom design reflete no tempo e no custo da construção: na ponta do lápis, até 30% de economia. “É mais fácil e rápido construir com o solo-cimento e isso reduz as despesas com mão-de-obra, que não precisa ser especializada, e com argamassa”, afirma a arquiteta Leiko Motomura, de Cotia, SP.

PARA CONSTRUIR SEM DÚVIDAS
Veja as dicas do arquiteto Luiz Antonio Pecoriello, autor de uma dissertação de mestrado sobre o material no Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT-SP):

- O projeto arquitetônico deve levar em conta as dimensões modulares do tijolo.
- Ainda é difícil encontrar o solocimento em home centers e lojas de material de construção. Para comprar, entre em contato com o fabricante, como a Construvan e a Tijol-Eco.

- Exija a garantia de que o produto segue as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e passou por testes de compressão e absorção de umidade.

- Paredes externas e de áreas úmidas precisam ser revestidas para evitar trincas decorrentes, principalmente, da penetração de água.

- Dá para adquirir a prensa e fazer os tijolos no próprio canteiro de obras. Mas a opção exige análise
prévia do solo a ser utilizado e costuma valer a pena somente quando se necessita de um grande
volume de tijolos. É o caso da compra do equipamento por prefeituras para a construção de conjuntos habitacionais.

Sua fabricação não envolve queima de energia (ao contrário do tijolo cerâmico comum), já que as peças são compactadas a frio numa prensa que garante prumos perfeitos. O desenho inteligente, com pequenos encaixes e furos centralizados, permite assentá-las com o mínimo de argamassa e embutir a tubulação hidráulica e elétrica, gerando menos entulho. Além disso, contribui para o desempenho térmico das paredes, porque os vãos formam uma barreira natural ao calor ou frio intensos. Outra vantagem do bom design reflete no tempo e no custo da construção: na ponta do lápis, até 30% de economia. “É mais fácil e rápido construir com o solo-cimento e isso reduz as despesas com mão-de-obra, que não precisa ser especializada, e com argamassa”, afirma a arquiteta Leiko Motomura, de Cotia, SP.

PARA CONSTRUIR SEM DÚVIDAS
Veja as dicas do arquiteto Luiz Antonio Pecoriello, autor de uma dissertação de mestrado sobre o material no Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT-SP):

- O projeto arquitetônico deve levar em conta as dimensões modulares do tijolo.
- Ainda é difícil encontrar o solocimento em home centers e lojas de material de construção. Para comprar, entre em contato com o fabricante, como a Construvan e a Tijol-Eco.

- Exija a garantia de que o produto segue as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e passou por testes de compressão e absorção de umidade.

- Paredes externas e de áreas úmidas precisam ser revestidas para evitar trincas decorrentes, principalmente, da penetração de água.

- Dá para adquirir a prensa e fazer os tijolos no próprio canteiro de obras. Mas a opção exige análise
prévia do solo a ser utilizado e costuma valer a pena somente quando se necessita de um grande
volume de tijolos. É o caso da compra do equipamento por prefeituras para a construção de conjuntos habitacionais.

Arquitetura & Construção

Esquenta a busca pelo tijolo ecológico



O Estado de S. Paulo

Em meio à empolgação com o biocombustível de algas e os carros elétricos, algumas empresas novatas esperam usar tecnologias "verdes" para reinventar produtos mais prosaicos, como cimento e tijolos.

A americana CalStar Products Inc. planeja abrir no mês que vem uma fábrica para produzir tijolos de cinza de carvão, um subproduto da geração de eletricidade. Ela alega que seus tijolos usam 85% menos energia do que o tradicional processo de produção de tijolos de barro, com uma redução equivalente nas emissões de dióxido de carbono.

Sediada em Newark, na Califórnia, a empresa é uma de várias que estão correndo para conquistar uma fatia do mercado de construção "verde", que tem previsão de crescer para algo entre US$ 96 bilhões e US$ 140 bilhões em 2013, ante US$ 45 bilhões no ano passado, incluindo materiais, tecnologia e mão-de-obra, segundo a firma de pesquisa McGraw-Hill Construction.

Hoje essas empresas enfrentam um mercado difícil. Os investimentos em construção civil desmoronaram, resultado da queda no valor dos imóveis residenciais e comerciais. Mas "as obras que estão acontecendo têm mais probabilidade de ser verdes", diz Michele Russo, diretora de pesquisa da McGraw-Hill Construction.

Alguns investidores estão seguindo a mesma lógica. Investidores de capital de risco já colocaram US$ 465 milhões no segmento americano de construção verde nos primeiros nove meses de 2009, ante US$ 284 milhões no mesmo período um ano antes, segundo a Cleantech Group, uma firma que acompanha esse mercado.

"Embora o resto da indústria tenha recuado (...), a construção verde cresceu", diz Paul Holland, sócio da firma de capital de risco Foundation Capital, de Menlo Park, na Califórnia, que investiu na CalStar.

Entre outras empresas iniciantes que desenvolvem materiais de construção ecológicos estão a Calera Corp. e a Integrity Block Inc., ambas da Califórnia, que produzem cimento e blocos de concreto, respectivamente. A canadense Icynene Inc., de Mississauga, Ontário, fabrica uma espuma de isolamento térmico feita em parte com óleo de mamona, que substitui o isolamento tradicional à base de fibra de vidro.

"A inovação não é necessariamente descobrir coisas novas, mas descobrir como usar as coisas velhas de uma maneira nova", diz Amitabha Kumar, diretor de pesquisa e desenvolvimento da CalStar.

O processo de produção de tijolos de argila - extrair a argila, formar blocos e cozi-los usando carvão ou gás natural - permaneceu basicamente inalterado por décadas, embora os fabricantes tenham feito aprimoramentos para reduzir o impacto ambiental.

A CalStar produz seus tijolos com a cinza do carvão e uma mistura própria de químicos. Durante oito horas em contato com vapor abaixo de 93 graus Celsius, o cálcio na cinza endurece, criando tijolos que se comportam e se parecem com os de argila, diz Kumar.

Executivos da Associação da Indústria de Tijolos dos EUA alegam que os produtos de cinza da CalStar não são tijolos de acordo com a definição clássica, e questionam se eles duram tanto quando os de argila. "Ninguém sabe qual será o desempenho real da unidade de cinza", diz Dick Jennison, presidente da associação.

A EPA, agência americana de proteção ambiental, afirma que a cinza de carvão não é perigosa e já defendeu que seja reutilizada como material de construção, embora a porta-voz da agência Latisha Petteway tenha dito que a agência estuda realizar neste ano modificações na classificação do material.

Lula inaugura obras do PAC no Rio de Janeiro .


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governador Sergio Cabral, e o prefeito do Rio, Eduardo Paes, em visita, nesta terça-feira (18), ao Centro de Referência da Juventude do Governo do Estado do Rio de Janeiro nas comunidades Pavão-Pavãozinho e Cantagalo. Lula tem agenda no Rio de Janeiro, onde inaugura obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), em Nova Iguaçu, e anuncia financiamento do BNDES (Foto: Fábio Motta/AE)

Um projeto de pós-graduação de Engenharia da UFRJ baixou os custos de construção de casas em cerca de 50%.

Terça-feira, 31/03/2009

Em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, um projeto de pós-graduação de Engenharia da UFRJ baixou os custos de construção de casas em cerca de 50%. A iniciativa contou com a ajuda de moradores.

Os projetos de construção de moradias

Sobrados no lugar dos barracos


Os barracos de madeira da antiga favela conhecida como “Galpão do Sílvia” foram substituídos por 32 sobrados construídos pela Prefeitura no Jardim Sílvia. No lugar de madeiras velhas e esburacadas, paredes de alvenaria feita com tijolo modular de solo-cimento. No lugar de vielas e esgoto a céu aberto, acessos pavimentados com bloquetes produzidos pela Prefeitura e playground. As moradias foram entregues dia 1º de maio, com rede de esgoto, água encanada e luz elétrica. A segunda fase começará com o desmonte do galpão e início da construção de mais 32 moradias.

A construção do Condomínio Vila Bonfim foi viabilizada a partir de convênio com a Caixa Econômica Federal, que direcionou recursos do Programa de Subsídio à Habitação de Interesse Social (PSH) ao projeto, além de verbas do Ministério das Cidades e da Prefeitura.

No mesmo padrão do Jardim Sílvia, as 15 moradias do Jardim Vitória estão prontas, apenas aguardando a Eletropaulo fazer a extensão da rede de energia elétrica. Elas serão ocupadas por moradores da Favela do Inferninho/ Jardim Santarém, no Jardim Santa Tereza, que construíram suas casas em cima do córrego que será canalizado pela Prefeitura.

No Valo Verde, o projeto total prevê a construção de 158 habitações. A prefeitura já entregou 28, 16 unidades estão em obras e dois novos canteiros, com cinco e 10 moradias, estão na fase de terraplanagem. A obra está sendo viabilizada com recursos do PSH, no valor de R$ 1,260 milhão, e a Prefeitura conseguiu incluir o restante da obra no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal, no valor de aproximadamente R$ 2,680 milhões, o que acelerará o ritmo da construção e aumentará o número de moradias.

A Prefeitura também já iniciou as obras de 11 moradias no Jardim Santo Eduardo e 13 sobrados na rua das Pombas, no Jardim Vazame. No Jardim Casa Branca está em curso a construção de 140 habitações, pelo Sistema do Crédito Solidário.


13/5/2008
video

Em Limeira, uma casa ecologicamente correta.

Alex Contin


Num terreno simples, uma casa de sete cômodos e 90 metros quadrados pode ser erguida sem agredir a natureza. Com apenas terra, concreto reutilizável, eucalipto, areia, água e um pouco de cimento, uma residência ecologicamente correta surge em poucos meses. Esse é o tema da pesquisa do arquiteto e urbanista Marcelo Venâncio, mestrando em Engenharia Ambiental.

Utilizando três materiais - pau-a-pique, taipa e tijolo ecológico - e soluções ecológicas, como ventilação cruzada, retenção da água de chuvas e aquecimento solar, Venâncio finaliza um projeto para realizar uma construção com baixo custo e conceito sustentável e de proteção do meio ambiente. O trabalho está sendo realizado desde agosto de 2007 em Limeira (SP), onde o arquiteto mora.

Venâncio explica que a casa foi idealizada para evitar agressões ao meio ambiente. Só a fundação da construção não dispensa o tradicional concreto - o material, no entanto, é reaproveitado de outras obras. Segundo ele, 90% dos caminhões de concreto têm sobras consideráveis, um desperdício e tanto.

Já a matéria-prima usada nas paredes e na produção dos tijolos é encontrada no próprio terreno: a terra que foi retirada para fazer a base da casa ou para nivelar o solo é o principal item para a produção dos tijolos de solo-cimento. Com uma proporção de 1 parte de cimento para 12 de terra, os tijolos ecológicos são mais resistentes que os tradicionais. "Para cada milheiro de tijolos convencionais, quatro árvores são incineradas. No caso do tijolo ecológico, nenhuma é sacrificada. E o resultado é um material até mais resistente, porque leva cimento na composição."

Os tijolos ecológicos são utilizados para montar a base da casa. Eles formam as colunas que darão sustentação às paredes erguidas utilizando as técnicas de pau-a-pique e taipa. O material usado, mais uma vez, é a terra.

Na técnica de pau-a-pique, o barro é colocado sobre a estrutura feita de bambu e eucalipto. A árvore, de fácil reflorestamento, ainda é aproveitada para fazer a estrutura do telhado e o piso dos quartos. Depois de prontas, as paredes recebem reboco feito de terra, areia, água e cimento.

No caso das taipas, duas tábuas de madeira são colocadas paralelamente na espessura desejada para a parede. Esse vão é enchido de terra, depois compactada. "Essas paredes proporcionam muito conforto térmico. Por serem de terra, absorvem a água que se evapora com um clima quente. A temperatura interior se mantém em 25°C."

O acabamento da casa segue a linha de reaproveitamento. A pintura é feita com tinta produzida também com terra. Pisos, azulejos, portas e janelas são comprados a preços baixos ou saem de lixões. Só precisam de tratamento. As técnicas utilizadas pelo arquiteto não são inovadoras. "As casas do período colonial são de pau-a-pique e taipa e algumas estão em pé até hoje. Essa nova casa é feita por esse sistema antigo, mas terá uma aparência ultramoderna."

Enquanto a maioria das pessoas paga o preço convencional, que gira em torno dos R$ 80 mil, a casa ecológica custa R$ 700 por metro quadrado, ou R$ 60 mil. No pacote estão o conforto térmico, a água quente e uma consciência ambiental tranqüila.

* Alex Contin é aluno do Instituto Superior de Ciências Aplicadas de Limeira

Esclarecimentos sobre o Tijolo Ecológico.

O Tijolo Ecológico, com o passar do tempo tem ganho cada vez mais espaço no mercado da construção civil tanto por sua praticidade, rapidez mas principalmente pela economia propiciada por suas características construtivas. Assim como tem crescido sua divulgação e utilização, crescem também casos em que a má qualidade de alguns produtores e a má utilização, afeta a imagem e a credibilidade de uma idéia inovadora e promissora. A construtora Sweet Home acompanhou o crescimento do produto muito antes de passar a utilizá-lo em suas construções, portanto gostaríamos de redigir um breve esclarecimento (baseado em mais de 10 anos de experiência) sobre alguns mitos e verdades muito veiculadas principalmente na internet por organizações descomprometidas com o sucesso da realização das obras, apenas interessadas na venda das máquinas ou somente dos tijolos.

- Esclarecimento 01: O Tijolo ecológico propicia uma obra mais econômica que a tradicional

Isto é verdade se, e somente se o tijolo for trabalhado por uma equipe treinada e esclarecida sobre as características técnicas e construtivas do material. Em outras palavras, o pedreiro que trabalhar com o tijolo ecológico utilizando-o como bloco comum, vai acabar causando mais perdas e prejuízos resultando numa obra mais demorada e cara.

Todos os profissionais da nossa construtora recebem instruções de como trabalhar com o material, são treinados, e a todo momento seu trabalho é fiscalizados por uma equipe técnica competente a fim de verdadeiramente aproveitar as vantagens do material.

Além da utilização do tijolo, quanto ao acabamento, nossa empresa tem a preocupação de sempre esclarecer todos os detalhes em contrato e memorial descritivo, utilizando em suas construções as melhores marcas (as mesmas que são encontradas em grandes home centers) com a vantagem de comprar direto da fábrica, para que desta forma a economia seja feita sem que a qualidade seja comprometida.

- Esclarecimento 02: Tijolo ecológico, casas populares ou alto padrão?

Acerca do Tijolo Ecológico, criou-se o mito de que se adéqua exclusivamente a construções populares. Como citado anteriormente, isto é um mito, nosso produto antes de ser ecológico, é um tijolo, portanto, é utilizado na construção civil da mesma maneira que os demais blocos, desta forma adéqua-se tanto a construção popular quanto a casas de alto padrão.

A Sweet Home atualmente trabalha com casas com preço fechado incluindo em seu pacote acabamentos como pisos, revestimentos, metais, louças, portas, janelas, elétrica, hidráulica, pintura, revestimentos externos, internos, além do próprio tijolo. Sempre procuramos trabalhar com as melhores marcas e matérias primas para que desta forma, nossos projetos possam se adaptar aos mais variados estilos e orçamentos.

- Esclarecimento 03: Todos os Tijolos Ecológicos são iguais?

Não! Existe uma diferença significativa nas variedades de tijolos que podem ser encontrados, a começar pelas dimensões. O tijolo mais comum é o 12,5x25x6,5 retangular com dois furos, e além deste, existem outras variações inclusive de tijolos cilíndricos com um único furo. Ainda sobre a forma, lembramos que a Sweet Home foi pioneira no desenvolvimento do tijolo que utiliza em suas obras, o 15x30x10 retangular com dois furos, é maior, mais resistente, e mais eficiente na construção, o que implica por conseqüência, ser mais econômico.

Sobre as questões técnicas, alertamos para a utilização de tijolos sem certificação. É fundamental que os tijolos sejam avaliados em laboratório quanto a sua compactação, moldagem e cura, compressão, durabilidade por molhagem e secagem, capacidade de absorção de água e resistência para construção . Os Tijolos da Sweet Home seguem todas estas exigências estabelecidas por normas nacionais e se colocam em um padrão de qualidade superior ao patamar exigido.

Ainda sobre a questão da qualidade do tijolo, vale a pena lembrar que nossos tijolos não são prensados manualmente, mas em máquinas hidráulicas que fornecem muito mais compactação, o que se reverte em durabilidade, resistência e qualidade.

Conclui-se, portanto que, Tijolo Ecológico não é tudo igual, uma ultima característica que não pode ser esquecida, é a qualidade da matéria prima, tanto do solo quanto do cimento. Não se deixe enganar, não é com qual quer tipo de solo que se pode fabricar o tijolo, e também não é com qualquer mistura (solo cimento) que ele terá a resistência e qualidade estética.

A Sweet Home coloca-se à disposição para esclarecer novas dúvidas e questões, entendemos que escolher uma construtora, é mais do que avaliar custos ou elaborar projetos, é um processo de confiança e parceria no qual sempre estaremos dispostos a colaborar, portanto esperamos que este breve esclarecimento tenha ajudado a tirar algumas dúvidas e nada impede que futuramente venhamos a atualizar este quadro uma vez que novas discussões surgem a todo momento.

Atenciosamente,

Sweet Home


O custo de construção ecológica, é Notícia

ESTUDO DEFENDE A "OBRA ECOLÓGICA"

VALOR ECONÔMICO – 28/08/07


O custo de construção ecológica é 30% inferior ao que se crê no Brasil e em boa parte do resto do mundo, sustenta o Conselho Mundial Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável (WBCSD, sigla em inglês).


A entidade, reunindo 200 multinacionais que dizem apoiar projetos de combate as mudanças climáticas, divulgou ontem pesquisa junto a 1.400 pessoas em vários países, basicamente construtores, arquitetos, engenheiros e fabricantes de material.


Entre os brasileiros, a percepção é de que a construção sustentável ou ecológica seria 22% mais cara que a construção convencional - quando na realidade a diferença seria de 5%, três vezes menor, segundo a entidade.


A exemplo da média mundial, os brasileiros responderam que a emissão de gases de efeito estufa pelo setor de construção representaria 19% do total global, quando, segundo a entidade, na verdade é o dobro, 40%.


Além disso, 82% dos brasileiros participantes disseram estar consciente sobre a importância de construção ecológica, mas apenas 27% preocupados com a questão e somente 8% já se envolveram nesse tipo de projeto.


"O mal julgamento sobre custo e benefício de construção sustentável no Brasil é preocupante porque, como no resto do mundo, acaba dificultando projetos de eficiência energética", afirmou o sueco Christian Kornevall, diretor do projeto Eficiência Energética na Construção (EEC), que vê no estudo oportunidade de estimular globalmente o conhecimento e tecnologias para "construção verde".


O conceito de construir "verde" ou de maneira sustentável inclui reduzir consumo de energia, minimizar o uso de insumos, utilizar o máximo de material renovável ou reciclável nas edificações. A combinação de tecnologia existente com design mais respeitoso do meio-ambiente pode aumentar a eficiência energética em 35%, reduzir enormemente custos de aquecimento, ventilação, uso de água quente e aumentar a durabilidade da residência, segundo os dois financiadores do estudo, a francesa Lafarge, um dos lideres globais na produção de cimento, concreto e gesso, e a americana United Technologies Corporation, com tecnologia e serviços para a indústria da construção.


O setor de construção representa 40% do uso primário de energia usada globalmente e o consumo energético na construção aumenta de maneira enorme nos países mais populosos e em rápida expansão econômica, como China e Índia. A China está construindo dois bilhões de metros quadrados por ano, equivalente a um terço da área construída no Japão. Significa que os chineses constroem o equivalente a um Japão a cada três anos.


Já a demanda de energia na construção no Brasil cresce, mas, segundo o estudo, continuará relativamente baixa em 2030 comparado as outras regiões.


De outro lado, crescem na Europa projetos estimulados pelos governos para reduzir dramaticamente o uso de energia. O primeiro-ministro britânico Gordon Brown fixou o objetivo para que toda nova residência na Inglaterra seja neutra do ponto de vista de emissões de carbono, em 2016.



Entidade quer mudar hábitos do setor no país


O Conselho Mundial Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável (WBCSD, na sigla em inglês) desenvolve um projeto ambicioso de três anos: estimular a transformação da indústria de construção no Brasil, China, Índia, Japão, Europa e Estados Unidos.


A entidade prepara um grande evento para fevereiro no Brasil a fim de tentar engajar os empresários ao seu projeto Eficiência Energética na Construção (EEC).


A idéia é estimular a construção de prédios ecológicos ou sustentáveis, que consumam liquidamente zero de energia (só consumir o mesmo montante que o próprio prédio pode gerar), sejam neutros em emissões de carbono e ao mesmo tempo comercialmente viáveis


Isso passa pelo combate aos chamados "prédios burros", com excesso de vidros escuros nas fachadas, o que exige uso de ar condicionados para ventilar os ambientes, gastando mais energia e mais recursos.


O projeto cobre a vida inteira dos prédios, da construção a demolição. É financiado pela Lafarge e United Technologies Corporation, com participação da Cemex, DuPont, Electricité de France, Gaz de France, Kansai, Philips, Sonae e Tepco. Até agora, nenhuma empresa brasileira se dispôs a participar.


Primeiro, o projeto procurou estudar a situação nos países envolvidos. Agora vai identificar mudanças necessárias à indústria da construção, financiamento e comportamentos. A fase final, em 2009, terá um plano de ação para tentar influenciar autoridades e os envolvidos no setor
O que empobresse o ser humano, não é a falta de dinheiro, mais sim, a falta de fé,motivação e criatividade.
Ana Fraga - Ivaiporã

Família de Rondônia teão casas de tijolo ecológico para pagar em vinte anos

Até o mês que vem, 2 mil famílias de baixa renda de Rondônia devem estar morando em casas construídas com tijolo ecológico. Trata-se do projeto-piloto Plante uma Árvore, cujo objetivo é viabilizar moradias de baixo custo que poupem o meio ambiente de mais degradação.

O tijolo é ecologicamente correto porque não precisa ser aquecido em fornos. Feito de argila, cimento e cal, é construído por uma máquina automática, explica o presidente da organização não governamental Instituto Paixão Amazônica, Mauro de Lima.

O modelo tradicional, diz ele, precisa passar por um processo de combustão em que mil unidades consomem uma quantidade de madeira equivalente a cinco árvores.

O tijolo é cinza e tão resistente quanto o tradicional, garante o presidente da ONG. "Eles são auto-encaixáveis, não precisando quebrar paredes para fazer a instalação elétrica. A técnica de fabricação já existe há muitos anos, mas era manual. Hoje temos máquinas de produção em larga escala. Em Rondônia, é o primeiro modelo que está dando certo", afirma Lima.

As casas têm área de 44m², com dois quartos, sala, cozinha e banheiro. O Ministério das Cidades estima que pelo menos 340 unidades serão entregues até maio. E que os moradores poderão pagar em 240 parcelas mensais de R$ 65, ou seja, durante 20 anos.

O projeto será implantado primeiramente em 19 municípios de Rondônia. Os primeiros serão Pimenta Bueno, Ministro Andreazza, Cujubim, Alto Alegre dos Parecis, Vale no Anari e Theobroma.

A ONG Instituto Paixão Amazônica desenvolve o projeto em parceria com os ministérios do Trabalho e das Cidades, além da Caixa Econômica Federal.

Por: Grazielle Machado

Fonte: Agência Brasil

ELECS 2007: Construções com solo-cimento podem ser 40% mais baratas que as convencionais. clique